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Dez erros de português que devem ser evitados


às 20h44
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Sabemos que a língua portuguesa não é das mais fáceis e que todo mundo é passivo a cometer erros no dia a dia. Mas isso não pode ser justificativa para continuar cometendo descuidos linguísticos.

Confira abaixo erros de português comuns e como evitá-los:

1.       Há e à

A palavra “há”, referente ao verbo “haver”, deve ser usada sempre para indicar algo que já aconteceu.

Exemplo: Há muito tempo que estudo para o Enem.

Já o “à”, a crase, significa “para a”. Suas aplicações são feitas, na maioria das vezes, antes de locuções adverbiais de tempo, modo e lugar.

Exemplo: Quero ir à praia depois da prova do Enem.

2.       Mal e mau

“Mal” é o oposto de “bem”, enquanto que “mau” é o contrário de “bom”. Na dúvida sobre qual usar? A dica é substituir o advérbio pelo seu oposto na frase e ver qual faz mais sentido.

Exemplo: Ela acordou de bom humor / Ela acordou de mau humor.

3.       Vir, ver e vier

Vir é usado para falar sobre algo relacionado com o verbo ver. Exemplo: Se eu vir uma questão de Literatura no Enem, vou ficar muito feliz.

Ver é o mesmo verbo anterior, mas muda o tempo verbal. Exemplo: Quero ver o tema da redação do Enem.

Vier é relacionado com o verbo ir. Exemplo: Assim que vier a aprovação, vou tirar umas férias.

4.       “perca” (verbo) e “perda” (substantivo)

“Perca” é a forma verbal no presente do subjuntivo ou do imperativo de “perder”. Já “perda” é substantivo feminino, logo pode ser precedido por um artigo ou pronome.

Exemplos:
Não perca tempo! Com esta dieta, talvez você perca alguns quilos. (VERBO)

Ana teve uma perda muito triste na família. (SUBSTANTIVO)

5.       “viagem” (substantivo) e “viajem” (verbo)

Enquanto “viajem” é a forma imperativa ou do presente do subjuntivo do verbo “viajar”, “viagem” é substantivo e será, via de regra, precedido de artigo.

Exemplos:
A viagem foi boa. / Fiz uma viagem. (SUBSTANTIVO)

Viajem muito! / Espero que vocês viajem nas férias! (VERBO)

6.       Onde e aonde

“Onde” é um advérbio utilizado para se referir a um lugar, já “aonde” é a combinação da preposição “a” com o próprio “onde”. Uma dica muito útil é trocar a palavra “aonde” por “ao lugar”, se a frase ficou sem sentido com essa substituição é um sinal de utilizar o “onde”.

Exemplo: — Onde vamos passar o fim do ano? / — Eu vou aonde você decidir.

7.       Mais e mas

Enquanto o “mais” é um pronome ou advérbio utilizado para indicar intensidade, o “mas” é uma conjunção adversativa, que pode ser substituída por “porém”, “contudo”, “entretanto” e vários outros.

8.       “Tem” ou “têm”

Tanto “tem” como “têm” fazem parte da conjugação do verbo “ter” no presente. Mas o primeiro é usado no singular, e o segundo no plural.

Exemplo: Você tem medo de mudança. / Eles têm medo de mudança.

9.       Cuidado com os parônimos

São palavras com a escrita ou a sonoridade muito parecidas. Por isso, é comum que sejam confundidas na hora de escrever.

Exemplos:

·         acento (sinal gráfico) e assento (local de se sentar);

·         sessão (espaço de tempo), cessão (ato de transferência) e seção (divisão);

·         calda (líquido, como a cobertura de um bolo) e cauda (extensão do corpo de alguns animais; “rabo”);

·         traz (do verbo “trazer”) e trás (lugar atrás);

·         eminente (algo elevado) e iminente (alguma ameaça que está próxima de seu acontecimento).

A dica é: na dúvida consulte o dicionário ou faça uma pesquisa rápida no Google.

10.   Evite pleonasmos viciosos

O pleonasmo é a redundância na construção do sentido. Termos como “Subir para cima”, “Entrar para dentro”, “Descer para baixo”, “De manhã cedo”, “Sair para fora”, “Criar coisas novas” entre outros, basta a primeira palavra da expressão para produzir o sentido que se pretende de forma direta.

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